quinta-feira, 2 de junho de 2011

Composição Colorida RGB no gvSIG 1.11

O método para gerar uma composição colorida RGB a partir de bandas em tons de cinza nas versões 1.10 e 1.11 do gvSIG sofreu pequenas modificações em relação às versões anteriores. Vou reportar essa questão para o desenvolvedor e aproveitar a oportunidade para descrever os procedimentos que utilizei para gerar um raster RGB na versão atual do programa.

No exemplo do tutorial vamos utilizar um raster com três faixas separadas. Com o projeto aberto, clique no botão Adicionar Capa indique o driver de leitura para arquivos raster. Você pode carregar todas as faixas do sensor, porém apenas uma das bandas será utilizada na composição da imagem.


Se o sistema de coordenadas do raster for diferente do sistema definido durante a criação do projeto, use a opção abaixo para alinhar a projeção da Vista de acordo com o raster:


Com o botão direito do mouse, acesse as Propriedades da Camada Raster:


A tarefa a seguir é muito intuitiva: na guia Bandas (1), pressione no botão Adicionar (2) e selecione as imagens necessárias para completar o canal RGB. Explico: ao acessar as propriedades da banda 1, adicione as bandas 2 e 3 respectivamente. Organize as faixas do espectro de acordo com o sensor utilizado (Alguns exemplos: Landsat/RGB543 ou RGB742; Quickbird/RGB321; Aster/RGB231; Worldview-2 8Bandas/RGB532, etc).


Um detalhe interessante: ao definir a ordem correta das bandas na janela Propriedades do Raster, o resultado pode ser visualizado na Vista. Clique no botão Aplicar (3) para validar as modificações.

O próximo passo é clicar sobre a imagem colorida e selecione a opção Salvar Como. Na sequência, marque a opção TFW para garantir que um arquivo Worldfile seja armazenado juntamente com o arquivo tif:


Contrariando as expectativas, o gvSIG deverá carregar a imagem em tons de cinza. Esse é um bug detectado por mim nas versões 1.10 e 1.11 do programa. Solução:
  • Remova o novo raster do Projeto/Vista;
  • Delete os arquivos .rmf e .rmf~  correspondentes. Veja a imagem abaixo:

Finalmente carregue o arquivo na Vista e o SIG vai exibir a imagem colorida com três bandas. Problema solucionado!


A vida dos programas é assim mesmo: novas versões, novas correções. Considere isto: com tantos profissionais trabalhando constantemente com o intuito de melhorar a ferramenta, os blogs também precisam se atualizar e refazer os tutoriais. É o mínimo que se pode fazer para colaborar com a comunidade, não é mesmo?

O gvSIG é show!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

G1: Senado aprova plebiscito sobre criação do estado de Tapajós

Do G1

Senado aprova plebiscito sobre criação do estado de Tapajós

Novo estado ocuparia cerca de 58% da área total do Pará. Plebiscito sobre criação de Carajás, também no Pará, já foi aprovado.

O plenário do Senado aprovou na tarde desta terça-feira (31) o projeto que prevê a realização de plebiscito sobre a criação do estado de Tapajós, que seria uma divisão do estado do Pará.


A matéria já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E, em 5 de maio, o plenário da Câmara já havia aprovado um decreto legislativo que autoriza realização de plebiscito sobre a criação de Tapajós, que estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós, que teria Santarém como capital.

Após a promulgação da proposta pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral.

Carajás
O Congresso já aprovou projeto que prevê um plebiscito sobre a criação do estado de Carajás, que estaria localizado a sul e sudeste do Pará e teria como capital a cidade de Marabá.

O novo estado seria formado por 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do Pará.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Satélites descobrem 17 pirâmides “perdidas” no Egito



Direto do site Hyperscience



Cientistas acreditam ter encontrado 17 pirâmides “perdidas” no Egito.

Sarah Parcak e sua equipe de um laboratório patrocinado pela NASA da Universidade do Alabama, EUA, fizeram as descobertas através de um levantamento por satélite. Duas das supostas pirâmides já foram confirmadas por escavações iniciais.

Eles também encontraram mais de 1.000 tumbas e 3.000 antigos assentamentos em imagens infravermelhas que mostram construções subterrâneas.

Sarah disse que é provável que mais edifícios sejam encontrados. As descobertas são apenas de locais próximos à superfície. Existem milhares de locais adicionais que o Nilo cobriu com lama, e que o trabalho com imagens espaciais pode mostrar.

“Isso só nos mostra como é fácil subestimar o tamanho e a escala dos assentamentos humanos do passado”, afirma Sarah. Ela disse que as técnicas usadas são instrumentos importantes na elaboração de onde concentrar escavações, pois os satélites permitem uma perspectiva muito maior de sítios arqueológicos.

Enquanto isso, os túmulos de sete homens, incluindo vários que serviam o rei Tutancâmon e seu pai, o faraó Aquenáton, foram abertos para os turistas no começo desta semana, após restauração.

O ministro egípcio de antiguidades, Zahi Hawass, disse que dois dos homens que construíram tumbas para si mesmos – Maya, o tesoureiro do rei Tutancâmon, e Horemheb, um general do mesmo rei, que mais tarde se tornou rei -, foram homens muito importantes durante um dos períodos mais tumultuados do Egito.

Segundo Zahi, Maya foi responsável por restaurar a ordem no Egito, enquanto seu colega Horemheb restaurou a ordem no exterior.

A tumba construída para Meryneith, que era mordomo do templo no reinado de Aquenáton, era de tijolos envoltos em blocos de pedra calcária. Uma cena em uma parede mostra metalúrgicos exercendo seu ofício.

Os outros túmulos foram construídos para Ptahemwia, que era o mordomo real de ambos Aquenáton e Tutancâmon, Tia, um alto funcionário de Ramsés II que reinou de 1303-1213 a.C., e Pay e seu filho, Raia. Pay era o superintendente do harém de Tutancâmon, e Raia era um soldado, que mais tarde assumiu o posto de seu pai.

Alguns destes túmulos foram descobertos em 1843 pelo explorador alemão Richard Lepsius, mas não foram totalmente escavados até que uma missão anglo-holandesa começou a escavar lá em 1975. Agora, uma equipe holandesa da Universidade de Leiden está restaurando os túmulos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os satélites da cooperação Brasil-Argentina

Do blog Panorama Espacial

Brasil e Argentina construirão dois satélites Sabiá-mar

A cooperação Brasil-Argentina para a construção conjunta de dois satélites de observação oceanográfica, o Sabiá-mar 1 e 2, eleva-se a uma fase mais avançada, pois já conta com os recursos necessários para tornar-se realidade.

Na reunião do Mecanismo de Integração e Cooperação entre os dois países, realizada na Embaixada da Argentina, na última quinta-feira (19), o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Monserrat Filho, relatou que o Brasil já dispõe dos recursos financeiros destinados ao desenvolvimento básico do projeto Sabiá-mar. O lado argentino, por sua parte, também está pronto para iniciar esse trabalho cooperativo, que, estima-se, terá forte impacto não apenas nos dois países, mas igualmente em toda a América Latina. “Será a primeira vez que dois países latino-americanos se unirão para construir satélites, usando tão somente suas competências e capacidades”, comentou Monserrat.

Segundo o coordenador-geral do Programa de Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamon, as áreas de engenharia dos dois países já aprofundaram o detalhamento técnico do projeto. Ao Brasil, caberá a Plataforma Multimissão para os dois satélites (de pequeno porte). E a Argentina responderá pelas cargas úteis. No entanto, cada parte poderá participar ativamente nos itens de responsabilidade da outra parte. As próximas tarefas a serem cumpridas serão definidas no encontro de Buenos Aires.

De parte da Argentina, a reunião do Mecanismo de Integração e Cooperação dos dois países foi conduzida pelo ministro Sérgio Pérez Gunella e contou com a presença de vários diplomadas argentinos.

O próximo passo será a realização de um seminário técnico, em Buenos Aires, nos dias 30 de junho e 1º de julho, com as equipes de engenheiros encarregadas de concretizar o projeto.

Fonte: Luís Nassif

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Navegue pelo Canal do Projeto Sextante no Youtube


Ao navegar pela Web em busca de mais informações sobre a integração gvSIG-SAGA GIS via Sextante, descobri o blog official do projeto. O canal da ferramenta no Youtube disponibilizou até o momento 28 vídeos com instruções sobre como executar um processamento em lote, criação e edição de modelos, captura de coordenadas, etc.

Que tal ampliar seus conhecimentos sobre o conjunto de ferramentas Sextante?



1-The SEXTANTE toolbox
http://www.youtube.com/watch?v=czXPiqsC7N4

2-The parameters window
http://www.youtube.com/watch?v=MdwEkZ1FwqA

3-The output region tab
http://www.youtube.com/watch?v=FSHf6uGxEwI

4-The output region tab(II)
http://www.youtube.com/watch?v=-V-LAaVqhvo

5-The output region tab(III)
http://www.youtube.com/watch?v=I8RO1J_130M

6-The output region tab(IV)
http://www.youtube.com/watch?v=BWBmX30D7wg

7-Running algorithms on selected features
http://www.youtube.com/watch?v=nrb2W3aeZSk

8-Output channels
http://www.youtube.com/watch?v=Rjo8mcOXtik

9-The results manager
http://www.youtube.com/watch?v=ErujKQZiwqA

10-Output tables
http://www.youtube.com/watch?v=yihELpQXX5s

11-SEXTANTE settings
http://www.youtube.com/watch?v=dZ4mG7Z1k8o

12-Catch coordinates
http://www.youtube.com/watch?v=PbSjfOYX7iU

13-The history manager
http://www.youtube.com/watch?v=2X54qN8ElHw

14 The graphical modeler
http://www.youtube.com/watch?v=zvm_zV9nr3U

15 Modeler inputs
http://www.youtube.com/watch?v=CeVE0TaBrm8

16-Modeler algorithms
http://www.youtube.com/watch?v=PcFIDysVq1o

17-Saving a model
http://www.youtube.com/watch?v=h9BwBquCfAo

18-Editing models
http://www.youtube.com/watch?v=2s0t1a4ZOZs

19-The data explorer
http://www.youtube.com/watch?v=C3xXdkcd3nw

20-Context help
http://www.youtube.com/watch?v=xdw4npb-1qE

21-Batch processing
http://www.youtube.com/watch?v=Wtt-mYlMWMg

22-Bands and fields
http://www.youtube.com/watch?v=GSqkkKxGm64

23-Executing algorithms iteratively
http://www.youtube.com/watch?v=PLmASD9bvCw

24-Numerical values
http://www.youtube.com/watch?v=XchIXbBTi1k

25-Raster calculator
http://www.youtube.com/watch?v=dDNgOx3AqNY

26-Field calculator
http://www.youtube.com/watch?v=owCd1gSI44s

27-Non-spatial calculator
http://www.youtube.com/watch?v=xftF_5RePyA

28-Basic raster operations
http://www.youtube.com/watch?v=QZ1eXJbM3BY


Método para recortar um raster utilizando um shapefile como máscara no gvSIG

O post de hoje é um resumo de alguns tutoriais postados aqui no blog sobre o procedimento para recortar um raster no gvSIG. Na verdade, um amigo me pediu um tutorial que descrevesse da forma mais clara possível os recursos utilizados pelo programa para gerar um recorte irregular em um arquivo raster. A tarefa descrita no tutorial foi realizada no gvSIG versão 1.11 instalado num computador rodando o S.O.Windows Seven 64 Bits.

Instalação da extensão Teledetección/Remote Sensing

Inicialmente será necessário obter a extensão Teledetección para obter o algoritmo que realiza o recorte. Esse filtro não faz parte da instalação padrão do gvSIG. É preciso fazer o download e instalar essa extensão para habilitar alguns algoritmos para PDI (clique na imagem abaixo para fazer o download dessa extensão):


Abaixo temos uma poligonal com simbologia na cor amarela que será utilizada para recortar a imagem de satélite. Na verdade o gvSIG não utiliza diretamente essa articulação para realizar o recorte, mas permite criar uma Área de Interesse (Area of Interest - AOI) a partir desse vetor na linguarem própria do SIG.


Clique na camada do vetor para selecioná-la (1). Em seguida, entre no modo de edição através do menu Camada (2):


Com o modo de edição habilitado, o próximo passo é adicionar atributos no arquivo shapefile que serão utilizados para reconhecimento pelo gvSIG. Clique na ferramenta para abrir a Tabela de Atributos:


Inicialmente, nosso shapefile não possui atributos na tabela:


Será preciso criar quatro campos (com a janela Tabela selecionada, utilize o menu Tabela - Gerenciar Campos). Os campos que devem ser criados são:

  • Um campo chamado name do tipo string, comprimento 20;
  • Um campo camado R do tipo inteiro, comprimento 10;
  • Um campo camado G do tipo inteiro, comprimento 10;
  • Um campo camado B do tipo inteiro, comprimento 10;
Veja abaixo a janela de criação de cada campo (clique para ampliar):


Após a criação dos quatro campos, preencha-os com os valores ROI1, 255, 0 e 0 respectivamente. Se os passos foram seguidos corretamente, essa deve ser a aparência da tabela de atributos do arquivo shapefile:


Finalize a edição da tabela de atributos através do menu Camada. Vamos carregar esse polígono como Região de Interesse. Com a imagem selecionada (1), clique na opção Area of Interest (2):


Na janela Area of Interest, clique no botão Load ROIs from shapefile e carregue o arquivo shapefile. Um polígono vermelho irá surgir na janela prinipal (clique para ampliar):


Ao clicar no botão Aplicar seguido de Aceitar, a janela Are of Interest será encerrada. Esse passo é importante para consolidar a importação do polígono. Abra novamente a janela Area of Interest de acordos com procedimentos acima (para aplicar o filtro, a janela Area of Interest deve permanecer aberta).

Para iniciar a tarefa de recorte, pressione o botão Raster Layer e altere para a categoria Raster Process (1), opção Filter (2):


Na janela Filter, altere os campos de acordo com a imagem abaixo:

  • Selecione o algoritmo Masking (1);
  • Modifique o valor da área NoData para zero (2);
  • Selecione a Região de Interesse (3);
  • Pressione o botão Adicionar Filtro (4);
  • Selecione a opção Criar Arquivo (5).


Clique no botão Aplicar e aguarde o término do processo. O recorte final deve ser carregado diretamente no gvSIG. Esse processo pode ser executado em qualquer arquivo shapefile irregular. Infelizmente o raster gerado através do filtro por máscara não apresenta informações espaciais importadas do header original (constatado na versão 1.11), obrigando o operador a definir a projeção padrão do arquivo posteriormente.


Para recortar polígonos regulares, existe um método simples, também abordado anteriormente. Também é possível realizar um recorte por faixas espectrais através do Sextante.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Inpe aponta desmatamento de 593 km2 na Amazônia em março e abril

Inpe aponta desmatamento de 593 km2 na Amazônia em março e abril

Dados obtidos durante março e abril pelo Deter, sistema baseado em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam o desmatamento de 593 km² na Amazônia. Deste total, a maior área descoberta foi no Mato Grosso, que registrou desmate de 480 km². Em segundo lugar ficou o estado do Pará, que desmatou 67,2 km² nos meses avaliados.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Deter não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da floresta amazônica. Por estes motivos o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos.

O sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Deter

Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados quase que diariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

Como o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares.

O Inpe reforça que nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, devido à cobertura de nuvens. Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Fonte: Portal Brasil

Os dados obtidos durante março e abril pelo DETER apontam que, dos 593 km2 de desmatamento na Amazônia, 480 km2 foram verificados no Mato Grosso, como mostra a tabela abaixo:
Março
Abril
TOTAL
Acre
2,3 km2
----
2,3 km2
Maranhão
----
0,9 km2
0,9 km2
Mato Grosso
74,7 km2
405,6 km2
480,3 km2
Pará
9,9 km2
57,3 km2
67,2 km2
Rondônia
27,6 km2
13,7 km2
41,3 km2
Roraima
1,1 km2
----
1,1 km2
Total
115,6 km2
477,4 km2
593 km2

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos em março e abril. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER.



Mapa de alertas de março
 
Mapa de alertas de abril


Fonte: INPE

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