sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Informações sobre a câmera HRC do satélite CBERS-2B

Informações sobre a Câmera Pancromática de Alta Resolução – HRC do CBERS-2B

1. A página de informações técnicas sobre o CBERS-2B, incluindo a HRC, pode ser encontrada em http://www.cbers.inpe.br

2. Todas as imagens HRC recebidas na estação de Cuiabá-MT desde o lançamento do CBERS-2B estão armazenadas no Centro de Dados do INPE, e serão processadas paulatinamente, de acordo com a capacidade de processamento instalada.

3. A imagem HRC/CBERS-2B tem 27 x 27 km com resolução espacial nominal de 2,7 m, mas as imagens serão fornecidas com pixel de dimensão equivalente a 2,5 x 2,5 m.

4. Cada cena HRC será o equivalente aproximado a 1/25 de uma cena CCD, conforme aFigura 1. Suponha que a área em amarelo na Figura 1 corresponda a uma cena CCD de 113 x 113 km. Cada imagem HRC de 27 x 27 km corresponderá a 1/25 (com sobreposição) desta CCD, segundo a notação mostrada. Ou seja, cada HRC é um subpath/sub-row da cena CCD correspondente.

5. O modo de operação da HRC obedecerá ao padrão mostrado na Figura 2. Num ciclo completo de recobrimento pela CCD, que dura 26 dias, a HRC recobrirá uma faixa fixa da cena CCD. No próximo ciclo de 26 dias da CCD, haverá o recobrimento da faixa adjacente, e assim por diante, até que cinco ciclos sejam feitos e, por conseguinte toda a área de uma CCD tenha sido recoberta pelos imageamentos sucessivos da HRC. Então, após 130 dias ou cinco ciclos de 26 dias, um novo ciclo de imageamento da HRC se inicia.

6. O catálogo que está à disposição dos usuários contém as imagens HRC que foram processadas e que passaram no controle de qualidade, basicamente para eliminar as que continham muitas nuvens ou ruídos. Há imagens que ainda estão por serem processadas e que virão a fazer parte do catálogo. Portanto, o usuário poderá perceber que há imagens CCD sem nuvens e de boa qualidade, mas cujas HRC equivalentes não se encontram no catálogo. Isso se deve ao fato de que tais HRC ainda não puderam ser processadas.

7. O e-mail de resposta a um pedido de imagem HRC contém a seguinte identificação:
CBERS_2B_HRC_20080330_162_D_129_1_L2_BAND1.tif, cujos detalhes são:



8. Uma imagem HRC comprimida, pronta para download, tem volume aproximado de 50Mb. Quando descompactada, esse volume sobe a 150 Mb. Portanto, o usuário deverá ser parcimonioso ao fazer seu pedido. É importante lembrar que todas as imagens estão e continuarão a estar no Centro de Dados do INPE, e poderão ser baixadas a qualquer momento de interesse do usuário.


Figura 1. Notação para identificação das cenas HRC e sua relação com uma cena CCD (área em amarelo). Uma HRC ≅ 1/25 de uma cena CCD.



Figura 2. Modo de operação para o CBERS-2B. A cada cinco ciclos de 26 dias, haverá um recobrimento completo pela HRC de uma área equivalente de uma cena CCD.

9. A busca de uma imagem HRC é muito facilitada se uma imagem da CCD for usada como referência. Além disso, o procedimento mostrado na Figura 3 também pode auxiliar o usuário.



Figura 3. Procedimento auxiliar e facilitador de identificação de uma cena HRC desejada, com o uso da ferramenta “Localização”.

10. O Catálogo HRC está sendo preenchido prioritariamente com as imagens mais recentes. Visite sempre o Catálogo para ver se uma imagem boa do catálogo CCD teve processadas todas as suas HRC correspondentes.

11. É possível que algumas cenas HRC apresentem uma estreita faixa escura dividindo os terços intermediário e direito da cena. Isso se deve a um movimento indesejado do satélite, que causa ausência de dados nesta região.

12. Dúvidas e contatos poderão ser dirigidos para atus@dgi.inpe.br.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ArcGIS: Convertendo Annotation do CAD para Shapefile



Essa dica foi postada anteriormente no blog do Adriano Hantequeste Gomes, que migrou para o WordPress mas não encontrei seu novo blog - volta, Adriano... Precisamos de um artilheiro no brasileirão e nas dicas do ArcGIS!!

O objetivo do tutorial do Adriano é converter Annotation do CAD para o formato Shapefile. Simples assim. O início da operação é realizada no ArcCatalog.

Clique aqui para fazer o download do tutorial em PDF.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

INPE assume a presidência do Committee on Earth Observation Satellites


 
O Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), presidirá em 2010 o Comitê de Satélites de Observação da Terra (CEOS, na sigla em inglês), que reúne 28 agências espaciais e 20 organizações nacionais e internacionais. Estabelecido em 1984, o CEOS é responsável pela coordenação global de programas espaciais civis e pelo intercâmbio de dados de satélites de observação da Terra em benefício da sociedade.

Como diretor do INPE, Gilberto Câmara foi anunciado oficialmente presidente do CEOS para 2010 no encerramento da 23ª Reunião Plenária do CEOS, realizada em Phuket, na Tailândia, entre 3 e 5 de novembro.

A presidência do CEOS reforça o reconhecimento mundial do Brasil como líder na disseminação do uso de dados de satélites, por ter sido o primeiro a adotar uma política de acesso livre, com o CBERS, em 2004.

O intercâmbio de dados de satélites proporcionado pelo CEOS une esforços e permite a obtenção de mais informações para o estudo do desmatamento, previsão de desastres naturais, conservação da biodiversidade, entre outras aplicações importantes no atual cenário de mudanças climáticas. Quanto mais dados e satélites disponíveis, melhor o gerenciamento dos recursos naturais de nosso planeta.

Visite o site CEOS

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Satélite WorldView-2: primeiras imagens

Do site da DIGITALGLOBE


São poucos os que possuem uma piscina em forma de estrela em casa...

Empresa comemora o sucesso do lançamento do mais novo sensor de alta resolução de uso comercial com exibição das primeiras fotos de observação do satélite.

O satélite WorldView-2  com sua resolução espacial de 50 cm e suas oito faixas espectrais promete revolucionar o mercado de sensores remoto de uso comercial. A empresa DigitalGlobe, inclusive, já está aceitando pedidos para aquisição de imagens do novo satélite que cumpre fase inicial de calibração.

Clique nos links abaixo para visualizar as imagens de alta resolução:

Austrália 1 2 3
Texas 1 2 3 4

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Aquisição de ASTER via ERSDAC: Compra das Imagens



No tutorial anterior, expliquei sobre como analisar as cenas ASTER via GLOVIS. Agora vamos classificar as melhores cenas por GRANULE ID no portal ERSDAC.

Criando uma nova conta de usuário

Acesse o portal ERSDAC: http://imsweb.aster.ersdac.or.jp/ims/


Faça o cadastro clicando em USER REGISTRATION. Após receber o registro via e-mail, faça login clicando em USER CERTIFICATION. Somente usuários logados conseguem fazer upload do shapefile da área de interesse. Para iniciar a busca por imagens ASTER, clique em DPR.

Na guia DPR SEARCH, coloque o intervalo de tempo das cenas com boas condições de visibilidade que foram analisadas no GLOVIS. Especifique o nível de processamento desejado.



Clique na guia SEARCH AREA. Especifique o arquivo shapefile, faça o upload do shapefile para o site, depois clique no botão LOAD SHAPEFILE para carregá-lo no mapa. Ao terminar, clique em SEARCH EXEC.



Os resultados da busca foram enviados para o e-mail especificado na guia SEARCH AREA.



 Ao abrir o e-mail, você tem acesso aos arquivos shapefile do ASTER e os quickview em JPG. Carregue esses arquivos no ArcMap:



BUG do site: Por razões desconhecidas, os vetores gerados no ERSDAC  estão truncados, impossibilitando a visualização da tabela de atributos. A única solução que encontrei para reverter isso foi criar uma cópia no ArcCatalog, exportando o arqauivo para GeoDatabase (Single). Agora os dados da tabela de atributos podem ser visualizados. Georreferencie os quickviews ASTER de acordo com o GRANULE ID se necessário.



Copie todos os GRANULE ID de interesse ou exporte a tabela para o Excel através da extensão XTOOLS. Volte para a o site ERSDAC. Crie uma nova busca, agora por GRANULE ID. Cole todos os GRANULE ID de interesse conforme imagem abaixo:



Ao terminar, clique em SEARCH EXEC:



Esta é a tela que consolida a pesquisa por cenas ASTER. Você pode aqui analisar informações inseridas nos metadados da cena, suprimir uma cena e listar miniaturas. Para prosseguir com a compra das imagens, clique no botão PRODUCT ORDER.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aquisição de Imagens ASTER via ERSDAC


Os pedidos para aquisição das imagens ASTER para usuários não afiliados da NASA não estão mais sendo processados através do portal LP DAAC. Entretanto, o acesso aos metadados e a busca por imagens continuam sendo aceitas através do site GLOVIS (http://glovis.usgs.gov/). O objetivo desse tutorial é utilizar o GLOVIS para navegação em busca de cenas ASTER em condições de fornecimento e efetuar a compra das imagens através do site ERSDAC.

Conhecendo o site GLOVIS

Para buscar imagens ASTER no catálogo do GLOVIS, acesse o site http://glovis.usgs.gov/. Nos campos seguintes escolha o sensor ASTER e o nível de processamento L1A (instrumento VNIR). O portal requer a instalação da Máquina Virtual Java (JAVA RUNTIME ENVIRONMENT).



Não se assuste com a mensagem da NASA para redirecionamento. Clique em Continue.

Uma janela vai surgir em seguida com dados e posicionamento nos Estados Unidos. Para fazer upload de um arquivo shapefile, clique no menu Map Layers > Read Shapefile:


O site admite feições com projeção em coordenadas geográficas. O shapefile será carregado na sequência. Escolha uma cor para sua feição:



Diversas cenas ASTER vãos endo carregadas na tela. Para ajustar melhor as cenas que cobrem a região de interesse, clique no menu Resolution e escolha a configuração que melhor se ajusta com a consulta:



Há um ato falho na administração desse portal: os identificadores das cenas, conhecidos como GRANULE ID, são diferentes nos Estados Unidos e no Japão, ou seja, o GRANULE ID de uma cena ASTER visualizada no GLOVIS não é reconhecido pelo ERSDAC. Como a aquisição no GLOVIS está indisponível, desconsidere os identificadores de cenas dessa consulta. Para ficar mais claro: o único propósito de navegar no GLOVIS em busca de cenas do satélite ASTER é para analisar as condições de visibilidade das cenas. Os critérios utilizados pelos algoritmos que analisam a cobertura de nuvens são diferentes do que estamos familiarizados. Isso consiste num risco, pois uma única cena cujos metadados admitem uma cobertura de 10% de nuvens, pode conter, na verdade, mais de 50% de sua superfície comprometida.

Utilize os recursos do site GLOVIS apenas para julgar as condições de visibilidade das cenas e anotar o intervalo de observação do sensor onde as imagens com boas condições de visibilidade podem ser adquiridas. Ao terminar, siga para o portal ERSDAC.



No próximo tutorial, vamos efetuar uma busca no portal ERSDAC. Enquanto isso, você pode acessar o portal e efetuar o cadastro, clicando em USER REGISTRATION. Somente usuários registrados podem seguir para o processo de compra das cenas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Global Mapper: como gerar curvas de nível a partir do SRTM

Curva de Nível

Linha que representa, em mapa, pontos de mesma altitude do terreno. As curvas de nível de um mapa são padronizadas em cores e espessuras e sempre correspondentes a altitudes determinadas de múltiplos de um valor altimétrico, ou seja, correspondem a valores equidistantes verticalmente. As curvas de nível permitem uma representação cartográfica do modelado do relêvo (3 dimensões) o que atende a um sem número de finalidades.

O topo de um morro deve ser indicado. Normalmente a simbologia é um x ao lado do qual coloca-se o valor da altitude em metros, conforme o exemplo acima.


Gerando curvas de nível a partir do SRTM no Global Mapper


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